terça-feira, 22 de março de 2011

Manifestações culturais marcam a comemoração dos 174 anos de Cachoeira

No dia 13 de março de 1873, a então, Vila de Cachoeira, era elevada à categoria de cidade por decreto imperial. 174 anos depois, Cachoeira comemora seu aniversário com uma demonstração clara do porquê é conhecida nacionalmente como berço da cultura afro-brasileira.
As comemorações foram iniciadas às 8:00h da manhã com o hasteamento das bandeiras, seguido de culto e sessão solene na Câmara de vereadores. Após a sessão, um cortejo cultural seguiu pelas ruas da cidade histórica até o prédio da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, onde houve a mistura de ritmos e manifestações.
Sambas de roda, grupos de capoeira, as cabeçorras, grupos de dança afro, além da filarmônica da cidade, fizeram parte dessa festa cultural.
A iniciativa foi da Câmara de vereadores, cujo objetivo era enfatizar a importância de se manter viva a cultura cachoeirana, de incentivar as diversas manifestações culturais existentes na cidade. Iniciativa esta, que inovou no quesito comemorar o aniversário de Cachoeira, pois, nunca antes foi visto um cortejo tão rico e bonito.

sábado, 9 de outubro de 2010

Cachoeira celebra festa da Padroeira

Todos os anos, entre o final de setembro e início de outubro, acontece a Festa da Nossa Senhora do Rosário, padroeira da cidade de Cachoeira. Este ano, o evento tem início na terça-feira, dia 28, e segue até o dia 7 de outubro, quando acontece a festa litúrgica dedicada à padroeira.

A festa deste ano tem como intuito evidenciar a "Palavra de Deus na vida do Cristão, pois ela tem poder de transformar a vida do crente e produzir mudanças no caráter".

Durante nove noites preparatórias, temas como caridade, cura, família, libertação, entre outros, serão abordados através de testemunhos de leigos.

Obras da Igreja Matriz de Cachoeira estão atrasadas

A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário da cidade de Cachoeira está em reforma desde o dia 17 de setembro de 2009, com previsão de entrega para a mesma data em 2010.

Contudo, a obra não foi finalizada a tempo e não tem data prevista para a entrega.

A reforma foi solicitada ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional) desde 2008 com a finalidade de restaurar os bens artísticos, devido ao grande processo de degradação pelo qual a Igreja passou. Mas só no ano seguinte houve a concessão.

A primeira etapa do projeto, que contempla o altar mor e os altares colaterais, não tem data prevista para término. A segunda etapa compreende a restauração dos azulejos e paineis e terá início quando a primeira for concluída. Estima-se que levará mais tempo que a primeira por ser um trabalho muito mais minucioso e delicado.

A obra faz parte do Projeto Monumenta e foram destinados à primeira parte do projeto R$ 956.732,84. A empresa responsável pela restauração da igreja é a Restaurar´t.

A Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário é um monumento da primeira metade do Século 18 e foi tombado pelo Iphan em 1939. Os paineis de azulejos que recobrem as paredes laterais da nave principal alcançam altura de quatro metros e estão entre os de maior área do país.

Cine Teatro de Cachoeira passará por reforma

O Cine Teatro Glória, na Praça Teixeira de Freitas, em Cachoeira, está em obras de restauro. A empresa Flex Engenharia venceu a licitação e tem até julho de 2011 para entregar os trabalhos.

O imóvel do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, que foi construído na segunda década do Século XX, passará por reforma e restauro na estrutura, sistemas elétricos e hidráulicos, preservando os elementos arquitetônicos e construtivos. O projeto é do Programa Monumenta/Iphan com orçamento de R$ 4,3 milhões.

O Cine Teatro Glória receberá ainda equipamentos de cenotécnica, iluminação cênica, sonorização e projeção, orçados em R$ 2 milhões.

Posto de saúde do Caquende atende necessidade da população

Com o objetivo de prestar serviços gratuitos à comunidade, o posto de saúde do bairro do Caquende, na cidade de Cachoeira, tem realizado um bom trabalho com a população desde que foi implantado, há cerca de 4 anos.
Bem como toda unidade básica de saúde, faz atendimento pelo SUS (Sistema único de saúde). Oferece serviços como preventivo, pré-natal, tratamentos odontológicos, planejamento familiar, acompanhamento de crianças, além de uma atenção especial a hipertensos e diabéticos.
Segundo o enfermeiro responsável Bruno Souto, são atendidas uma média de 600 pessoas por mês. Bruno diz que a prioridade da unidade é prevenir a população através de orientação. Com o auxílio de 10 agentes de saúde, cerca de 1.200 famílias são acompanhadas de perto por meio de visitas domiciliares. Onde são atualizados e feitos novos cadastros quando necessário.
Rita de Cássia dos Santos, moradora do Caquende, afirma que depois do posto muita coisa melhorou. Além de exames mais acessíveis, manter a saúde em dia também ficou mais fácil, já que o posto disponibiliza serviços como preventivos e tratamentos odontológicos, dos quais ela utiliza periodicamente. Ela diz ainda que o número de mulheres grávidas tem diminuído significativamente graças ao planejamento familiar. E gestantes tem o acompanhamento necessário para ter uma gravidez saudável.
Além dos demais serviços, as vacinas estão disponíveis o ano inteiro, mesmo fora das datas de campanhas. Vacinas para crianças e idosos são as mais procuradas. Uma novidade deste ano foi a campanha de vacinação contra raiva para cães e gatos, que encerrou semana passada, mas ainda está disponível no posto enquanto durar o estoque.
O posto dispõe de um clínico geral todos os dias da semana. Os atendimentos são feitos de segunda à sexta das 8h às 12h e das 14h às 17h.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

"Estou há vinte anos sem beber!"

O alcoolismo é a 2ª doença que mais mata no mundo. Cerca de 2,3 milhões de pessoas morrem anualmente.
Não existe cura para a doença. Os alcoólicos precisam de acompanhamento intensivo e contínuo. Para isso, existe um grupo de apoio a essas pessoas.; o Alcoólicos Anônimos (AA) tem como principal objetivo ajudar pessoas dependentes do álcool a se livrarem do vício através de reuniões semanais e reservadas, onde os dependentes relatam suas experiências. O AA está presente em mais de 150 países. Cachoeira, situada no Recôncavo baiano, é uma das cidades do Brasil que possui o apoio de um AA.
Valter Evangelista da Silva deu um depoimento e uma breve entrevista aos alunos do segundo semestre do curso de Comunicação da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), na tarde do dia 15 de dezembro de 2009, na sala 22 do quarteirão Leite Alves.
Aos 79 anos, fotógrafo, casado e pai de três filhos, Valter falou de seu vício, como, quando começou e como conseguiu deixar.
Ele iniciou seu depoimento dizendo que está há 49 anos sem fuma e 20 sem beber. Ao ser questionado sobre o que o levou a beber, ele responde: ”O ambiente, as companhias, as farras com os amigos em dia de semana, as mulheres, o jogo [...]”. Ele descreve com detalhes as noitadas que levava em prostíbulos, barzinhos e casas de jogos.
Seu Valter deixa claro que o dependente não admite que precisa de ajuda. Ele não procura ajuda, mesmo com o apoio da família e dos amigos. ”... Quando chama de vagabundo, cachaceiro, ele não liga, até gosta. Mas alcoólatra não [...] Ele nunca admite que é um dependente e que precisa de ajuda. Geralmente só pedem ajuda quando estão no fundo do poço ”.
Não foi o caso de Seu Valter, que resolveu pedir ajuda quando a situação saiu de seu controle. Ou pelo menos do controle que ele achava que tinha. Recorreu ao AA de Cachoeira e, hoje, depois de 35 anos bebendo se orgulha em dizer que não sabe o que é uma gota de álcool. Nunca levou os filhos a um bar, mesmo freqüentando muitos. Tem uma vida normal como qualquer outra pessoa, exerce sua paixão que é fotografia e ainda é coordenador do AA de sua cidade, onde acompanha todos os dependentes, ajudando-os a largarem o vício, assim como ele.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Incentivo do governo ou interesse dos alunos

No Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) DE 2008. os alunos das 6 escolas públicas e privadas que oferecem ensino médio regular em Cachoeira, obtiveram a média de 45,10 numa escala de 0 a 100, inferior à média dos alunos brasileiros, que foi de 49,45.
Mas a que se deve esse déficit? O problema está nos alunos ou na educação que é oferecida no município?
Em entrevista, Alexsandro Rocha, coordenador do cursinho pré-vestibular INSIGHT e professor de sociologia e filosofia do Colégio Estadual da Cachoeira, falou sobre os problemas na educação, as dificuldades e os projetos.
Segundo ele, o problema é histórico. Os colégios públicos eram freqüentados apenas pela elite do país. Com o passar do tempo, a população de classe baixa começou a reivindicar o acesso à escolas também. Criaram-se escolas particulares, inexistentes até o início do século XX, para transferir os filhos dos poderosos da época e acolher os menos favorecidos nas escolas públicas. Desde então o nível da educação pública começou a cair gradualmente. Hoje isso se tornou um problema devido ao grande número de crianças analfabetas ou sem estudo adequado e outras tantas sem condições de, sequer, estudar.
Contudo, ele diz ainda que apesar das grandes dificuldades, algumas iniciativas tem sido tomadas para que esse quadro seja revertido. Ele dá o exemplo do curso pré-vestibular ParaTodos que o próprio colégio disponibiliza pra os alunos que não tem condições de acesso a um particular. Custeado pelo governo, ele oferece oportunidade a quem precisa.
Como coordenador do INSIGHT, informou que o cursinho recebe anualmente cerca de 250 alunos, divididos em duas turmas; uma vespertina e outra noturna. Desses, apenas 50% concluem o curso. Mas, apesar disso, os índices de aprovação são satisfatórios. Disse também que a prefeitura, através da Secretaria de Ação Social, tem um convenio com cursinho no qual são disponibilizadas 200 bolsas para alunos mais carentes.
Por fim ele faz uma ressalva quanto aos alunos e aos próprios professores. [Existem aqueles que realmente querem progredir, mas existe uma maioria que, infelizmente não dá a devida importância que a educação merece. E que no geral, devido à própria carência na educação brasileira, os alunos se acomodaram, não demonstram interesse de crescer. E isso reflete nos números.
Em contrapartida a todos os números, Alfredo Pinto da Silva Jr., estudante do 4º semestre do curso de História da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, concluiu o ensino médio aos 16 anos, e ingressou na faculdade sem nunca, sequer, fazer um cursinho. Ele associa seu desempenho ao esforço e à vontade de crescer, que segundo ele, os outros 60 colegas de sua sala não tinham.
Fica então a grande questão sem resposta: É o governo que não toma providências ou os alunos, realmente, estão cada vez mais desinteressados?